10 anos em alguns segundos.

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#pagandodeescritor. Estou lançando mais uma edição do “Manual do roteiro para comerciais – transformando ideias em grandes filmes”.

O livro mostra o passo a passo para a criação de um bom roteiro, desde a busca pela grande ideia até a formatação de diálogos, construção de personagens, ponto de virada, entrada do packshot… é o ABC do roteiro, cada etapa é esmiuçada em liquidificador e separada em deliciosas porções.

Muita coisa mudou nessa edição. O Manual ficou mais extenso, mais completo, mais moderno, cheio de QR Codes, uma beleza. E até o título é outro. Antes era “Vende-se em 30 segundos – manual do roteiro para filme publicitário”.

O primeiro problema é que errei no título: tinha funcionário de livraria colocando o livro na seção de vendas. Já o segundo problema não foi culpa minha: a formatação de 30 segundos já ficou para trás, que boa notícia. Há 10 anos, quando lancei a 1a edição do livro, era essa a secundagem padrão dos comerciais. Eu estava na idade da propaganda lascada e não sabia.

Aliás, você já parou para pensar em como eram, há 10 anos, algumas tecnologias que transformaram completamente o nosso negócio? Sim, certamente, já, Mas faça de conta que não perguntei, e confira o meu check list de mudanças revolucionárias. É quase um BuzzFeed:

Há 10 anos serviços de streaming de vídeos e áudio não existiam. YouTube, Netflix, Spotfy… como a gente pôde sobreviver sem eles?

Há 10 anos ninguém tinha um iPhone. Não, ele ainda não tinha sido lançado. A segmentação mobile era impossível. Peças de comunicação como o Anúncio Protetor, da Nivea, nem passavam pela cabeça dos criativos.

Há 10 anos ninguém tinha uma Smart TV. Hoje já é algo comum, mas marcas e agências ainda estão procurando as melhores soluções de comunicação para essa plataforma.

Há 10 anos, nada era wearable. Pulseiras, óculos, roupas. Tudo isso servia só para ser pulseira, óculos e roupas. Se você falasse a palavra “wearable”, iam te responder “saúde”.

Há 10 anos o Festival de Cannes tinha metade das categorias que tem hoje. E o Brasil ainda não tinha um Grand Prix em Film.

Há 10 anos storytelling existia, sim. Mas ainda não tinham inventado a palavra storytelling. Então hoje todo mundo faz como se fosse inédito.

Há 10 anos muita gente pensava que os jornais e revistas não existiram mais depois de 10 anos. Ou seja, hoje.

Há 10 anos o Google abriu seu capital na Nasdaq. E se armava com bilhões de dólares para continuar revolucionando a indústria e a comunicação.

Há 10 anos a cotação do dólar estava abaixo dos R$ 3,00. E a inflação anual ficou na faixa dos 7,60% aa. Este seria o maior índice dos 10 anos seguintes. Que boa fase.

E há 10 anos a gente imaginava que muita coisa iria mudar nos 10 anos seguintes. Mas será que era tanto assim?

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